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Impedimento: a regra explicada e quando ele é marcado

O impedimento sem complicação: que partes do corpo contam, por que na mesma linha não é impedimento, quando ele é marcado e por que não existe no lateral.

Escrito com IA a partir dos dados do ScoreTable e verificado automaticamente. Como escrevemos o blog

O impedimento é a Regra 11 das Regras do Jogo, e é por causa dele que o atacante não pode simplesmente ficar plantado ao lado do gol adversário esperando a bola. A regra tem duas metades que se confundem com facilidade: estar em posição de impedimento, o que é permitido, e cometer uma infração de impedimento, o que não é. Tudo o que vem a seguir se baseia no texto 2026/27 da IFAB, a entidade que escreve as regras.

Quando um jogador está em posição de impedimento?

A regra começa com a frase mais esquecida: estar em posição de impedimento não é infração. Um jogador está nessa posição quando alguma parte da cabeça, do corpo ou dos pés está no campo adversário, sem contar a linha do meio-campo, e alguma parte da cabeça, do corpo ou dos pés está mais perto da linha de fundo adversária do que a bola e o penúltimo adversário.

Ou seja, ninguém está em posição de impedimento no próprio campo nem atrás da linha da bola. O penúltimo adversário costuma ser o último defensor de linha, mas, se o goleiro saiu do gol, pode ser outro jogador de linha.

O que vale é onde o jogador está quando um companheiro joga ou toca a bola (no primeiro ponto de contato ou, quando o goleiro lança a bola com a mão, no instante em que ela sai da mão), e não onde ele está quando a bola chega.

Quais partes do corpo contam?

A cabeça, o corpo e os pés. As mãos e os braços de todos os jogadores, goleiros incluídos, não são considerados, e, para o impedimento, o braço começa na parte de baixo da axila. O ombro pode deixar um jogador impedido; a mão, não.

Estar na mesma linha do último defensor é impedimento?

Não. O jogador não está em posição de impedimento se estiver na mesma linha do penúltimo adversário ou dos dois últimos adversários. Só há impedimento se alguma parte que conta estiver mais perto da linha de fundo.

Quando a posição de impedimento vira infração?

O jogador que está em posição de impedimento no momento em que um companheiro joga ou toca a bola só é punido se passar a participar ativamente da jogada, de uma destas três maneiras:

Interferir no jogo: jogar ou tocar uma bola passada ou tocada por um companheiro.

Interferir em um adversário: tapar claramente a visão de um adversário, disputar a bola com ele, tentar claramente jogar uma bola próxima quando isso afeta um adversário ou fazer um movimento evidente que afete claramente a capacidade de um adversário de jogar a bola. Num exemplo da IFAB, um atacante em posição de impedimento sobe para cabecear uma cobrança de falta e não alcança a bola, mas o salto confunde o goleiro e a bola entra. É impedimento.

Tirar vantagem: jogar a bola ou interferir em um adversário depois que ela bateu ou desviou na trave, no travessão, em um membro da arbitragem ou em um adversário, ou depois que um adversário fez uma defesa deliberada. Se um chute defendido sobra para um companheiro que estava impedido no momento do chute, é impedimento assim que ele joga a bola.

Quem fica fora do lance não é punido. Em outro exemplo da IFAB, um atacante em posição de impedimento ignora um passe em profundidade, um companheiro em posição legal domina a bola e toca para o atacante, que agora já não está impedido, e o gol vale: começou uma nova fase de jogo.

É impedimento se a bola vem de um defensor?

Só se o defensor não jogou a bola deliberadamente. Uma bola que apenas desvia num adversário não muda nada, e o jogador que estava em posição de impedimento e joga a bola continua impedido. Uma bola que o adversário jogou deliberadamente, inclusive com um toque de mão deliberado, muda tudo: considera-se que quem a recebe não tirou vantagem. A exceção é a defesa deliberada de qualquer adversário: depois dela, o impedimento continua valendo.

Jogar deliberadamente significa que o jogador tinha o controle da bola e podia passá-la, ganhar a posse ou afastá-la, mesmo que o passe ou o corte dê errado. Entre os sinais estão uma bola que veio de longe e não estava rápida, e um jogador que teve tempo de coordenar os movimentos, em vez de se esticar por instinto. Defesa é parar, ou tentar parar, uma bola que vai para o gol ou muito perto dele.

Assim, o zagueiro que tira de cabeça um lançamento longo sem ninguém pressionando jogou a bola deliberadamente, e o atacante que estava impedido pode pegar a sobra e marcar. Já o zagueiro que bloqueia com a perna um chute que ia para o gol fez uma defesa, e o atacante impedido não pode aproveitar o rebote.

Existe impedimento em lateral, tiro de meta ou escanteio?

Não. Não há infração de impedimento se o jogador recebe a bola diretamente de um tiro de meta, de um arremesso lateral ou de um escanteio. A palavra decisiva é diretamente: no exemplo da IFAB, um escanteio cobrado curto volta para o cobrador, que a essa altura está em posição de impedimento, e isso é impedimento. Os tiros livres não estão na lista.

E se um jogador sair do campo?

O defensor que sai do campo sem permissão continua contando como se estivesse sobre a linha de fundo ou a linha lateral, até a próxima paralisação ou até que o time dele jogue a bola em direção ao meio-campo e ela saia da sua área penal. Ou seja, sair do campo não serve para deixar um atacante impedido. O atacante pode sair para mostrar que não está participando; se voltar pela linha de fundo e entrar no lance dentro desse intervalo, conta como se estivesse sobre ela.

De onde é cobrado o tiro livre por impedimento?

O outro time ganha um tiro livre indireto no local da infração, que é onde o jogador passou a participar da jogada, mesmo que seja no próprio campo. O atacante em posição de impedimento que volta ao próprio campo para receber um passe é punido ali.

Como o VAR checa o impedimento?

No protocolo do VAR, o impedimento não é uma categoria própria: ele é revisado dentro de uma decisão de gol ou de pênalti, quando o time atacante estava impedido na construção da jogada. A decisão do árbitro, inclusive a que se baseia na bandeira do assistente, só muda diante de um erro claro e óbvio.

Saber se o jogador estava em posição de impedimento é uma questão de fato, normalmente resolvido numa revisão só do VAR, em que o árbitro decide com base na informação do árbitro de vídeo. Saber se ele interferiu é uma questão de interpretação, e para isso o adequado é a revisão do árbitro no monitor à beira do campo.

É também por isso que o assistente às vezes segura a bandeira. Isso só é permitido numa situação de ataque muito clara, quando um jogador está prestes a marcar ou parte livre em direção à área. A bandeira tem de subir depois se o time atacante marcar, ganhar um pênalti, um tiro livre, um escanteio ou um lateral, ou continuar com a bola quando o ataque terminar.

O que é o impedimento semiautomático?

A partir de 2026/27, a Regra 5 diz que as competições podem usar tecnologia para ajudar o árbitro no impedimento e cita expressamente a tecnologia de impedimento semiautomático. Usá-la é uma escolha de cada competição.

A UEFA a adotou na Champions League a partir da fase de grupos de 2022/23, com câmeras que rastreiam 29 pontos do corpo de cada jogador. A Premier League estreou o seu próprio sistema em 12 de abril de 2025. Pela descrição da liga, o sistema sugere o instante do toque na bola e traça as linhas no penúltimo defensor e no atacante, e o VAR revisa e aprova o resultado; por isso ele é só semiautomático.

Fontes: IFAB, Regras do Jogo 2026/27, Regra 11 – Impedimento, IFAB, Regra 5 – O árbitro, IFAB, protocolo do VAR, IFAB, mudanças nas regras 2026/27, UEFA sobre a tecnologia de impedimento semiautomático, Premier League sobre a tecnologia de impedimento semiautomático.

Escrito a partir dos dados de partidas do ScoreTable com a ajuda de um modelo de IA e conferido com os resultados que descreve. Viu algo errado? Fale com a gente.

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