Regras de substituição: cinco substitutos, três paradas e trocas por concussão
Quantos reservas um time pode relacionar e usar, o que conta como parada para trocas, a regra dos dez segundos e como funcionam as trocas por concussão.
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Numa competição de alto nível, um time pode usar até cinco substitutos, mas só em três paradas durante o jogo, sem contar o intervalo, e uma substituição por concussão pode se somar a esses cinco quando a competição permite. Os números exatos são escolha de cada competição, dentro dos limites que as regras fixam: a Premier League permite relacionar até nove reservas, e a Champions League, doze. É assim que a Regra 3 das Regras do Jogo 2026/27 da IFAB trata do assunto, complementada pelas normas da Premier League e do regulamento da Champions League da UEFA para esta temporada.
Quantas substituições um time pode fazer?
A Regra 3 permite que a FIFA, a confederação ou a federação nacional decida quantos substitutos podem ser usados numa partida de competição oficial, até o máximo de cinco. A mesma regra obriga cada competição a definir quantos podem ser relacionados, de três a quinze.
As cinco trocas começaram como medida temporária. A FIFA pediu a mudança em maio de 2020 para proteger o bem-estar dos jogadores durante a pandemia, e na assembleia geral anual em Doha, em junho de 2022, a IFAB tornou a opção permanente a partir das regras 2022/23, elevando ao mesmo tempo de 12 para 15 o máximo de reservas na súmula.
Cabe então a cada competição definir os números:
| Relacionados | Podem entrar | Paradas durante o jogo | |
|---|---|---|---|
| Premier League | até 9 | 5 | 3, mais o intervalo |
| Champions League | 12 | 5 | 3, mais o intervalo |
| Amistosos de seleções principais | até 15 | 8, ou até 11 por acordo | 3, mais o intervalo |
| Outras partidas | — | por acordo; se não, até 6 | — |
Na Premier League, a norma L.29 do regulamento 2026/27 permite relacionar até nove reservas na súmula, dos quais no máximo cinco podem entrar. Na Champions League, o artigo 55 obriga cada clube a relacionar 23 jogadores na súmula, onze deles titulares, e o artigo 56 permite que até cinco reservas entrem em campo.
O que conta como parada para substituições?
Nas primeiras divisões e nos jogos de seleções principais em que cinco substitutos são permitidos, a Regra 3 dá a cada time no máximo três oportunidades de substituição, e as trocas feitas no intervalo não entram nessa conta. Várias substituições de um time na mesma paralisação contam como uma só oportunidade, e quando os dois times trocam jogadores na mesma paralisação, isso conta como uma oportunidade para cada um.
Por isso, o técnico que quer fazer as cinco trocas precisa agrupá-las. Duas numa paralisação, duas em outra e uma numa terceira esgotam as três paradas; uma única troca em cada uma de três paralisações deixa dois substitutos sem uso, a não ser que entrem no intervalo.
O que acontece na prorrogação?
O time que não tiver usado todos os substitutos ou todas as oportunidades pode usar o que sobrou na prorrogação. A competição também pode permitir um substituto adicional e, com ele, uma oportunidade adicional. As substituições feitas entre o fim do tempo regulamentar e o início da prorrogação, e no intervalo da prorrogação, não contam como oportunidades.
A Champions League adota essa opção. Pelo artigo 56, um sexto reserva relacionado na súmula pode jogar numa partida de mata-mata, exclusivamente durante a prorrogação, e cada time pode usar uma paralisação adicional na prorrogação. A Premier League não tem prorrogação, então a questão nunca surge por lá.
Como funciona a substituição por concussão?
Depois da aprovação na assembleia geral anual da IFAB de 2 de março de 2024, as regras permitem que as competições usem substituições permanentes adicionais por concussão. A palavra que importa é “permanentes”: o jogador retirado por uma concussão, confirmada ou suspeita, não participa mais da partida, nem da disputa de pênaltis.
O protocolo da IFAB permite a cada time uma substituição por concussão por partida, independentemente de quantos substitutos já tenha usado, e a troca não conta entre as oportunidades normais de substituição. Ela pode ser feita na hora, depois de uma avaliação dentro ou fora de campo, ou mais tarde, se um jogador que foi avaliado e voltou ao campo apresentar sinais. O árbitro não decide se uma lesão se enquadra; a decisão é do time, e a arbitragem relata qualquer suspeita de que a regra tenha sido usada de forma indevida.
O adversário ganha então a opção de um substituto adicional, por qualquer motivo, com uma oportunidade adicional que só pode ser usada para esse jogador. Dois limites impedem que a regra vire brecha: uma substituição normal feita junto com a de concussão conta como uma das oportunidades normais, e um time que já usou todas as oportunidades normais não pode usar uma substituição por concussão para fazer uma troca normal.
A Premier League aplica o protocolo pela norma L.30, que permite uma substituição por concussão e/ou um substituto adicional além dos cinco, entre os jogadores já relacionados na súmula. O manual de orientação da competição para 2026/27 diz que o time avisa o quarto árbitro com um cartão de substituição verde.
Como isso aparece numa partida?
O Leeds venceu o Newcastle por 4 x 1 em Elland Road em 14 de setembro, e as substituições mostram a regra inteira em ação. Segundo a AFP, Nico González, do Newcastle, teve de ser substituído por concussão, e nossos dados registram a saída dele aos 19 minutos. Isso deu ao Leeds um substituto adicional: o time fez três trocas aos 72 minutos, uma aos 78, uma aos 83 e a sexta aos 88, quando A. Stach saiu. São quatro paralisações, as três normais e a adicional, e seis jogadores colocados em campo.
Como é feita a substituição?
Os nomes dos reservas devem ser entregues ao árbitro antes do início da partida, e quem não estiver na lista não pode jogar. O árbitro deve ser avisado antes de cada substituição. O jogador substituído precisa da permissão do árbitro e sai pelo ponto mais próximo da linha que delimita o campo, a não ser que o árbitro o autorize a sair pela linha do meio-campo ou por outro ponto, por exemplo, por segurança ou por lesão. O substituto só entra durante uma paralisação, pela linha do meio-campo, depois que o outro jogador saiu e após um sinal do árbitro.
A substituição se completa quando o substituto entra no campo de jogo. A partir desse momento ele é um jogador e pode cobrar qualquer reinício, por isso um substituto que entra depois da marcação de um pênalti pode cobrá-lo, como confirma um exemplo da IFAB na Regra 3.
O que é a regra dos dez segundos?
Nova nas regras 2026/27, ela determina que o jogador substituído deixe o campo em até dez segundos depois de levantada a placa de substituição ou, quando não há placa, depois do sinal do árbitro. Quando um time faz várias trocas na mesma paralisação, todos os jogadores que saem devem estar fora em até dez segundos depois que a última for mostrada. O árbitro pode contar os últimos cinco segundos com a mão levantada.
Se o jogador demorar mais, tem de sair mesmo assim, mas o substituto ainda não pode entrar. O jogo recomeça com um jogador a menos, a substituição não pode ser cancelada nem feita com outro substituto, e o substituto só pode entrar com a permissão do árbitro na primeira paralisação depois de passado um minuto do reinício. O jogador que sai só é advertido com cartão amarelo se atrasar excessivamente o reinício. O árbitro pode deixar de aplicar o limite quando uma lesão ou questões de segurança impedirem o cumprimento, e o manual de orientação da competição da Premier League inclui como mais uma exceção, a critério do árbitro, os jogadores menores de 18 anos: um jogador menor de 18 anos substituído pode ir direto para a linha do meio-campo.
Um jogador substituído pode voltar a campo?
No futebol profissional adulto, não. As substituições de retorno, em que um jogador que saiu volta a entrar, só são permitidas no futebol de base, de veteranos, para pessoas com deficiência e amador, desde que a federação nacional, a confederação ou a FIFA concorde.
Um jogador expulso pode ser substituído?
Só antes do início da partida. Um jogador expulso depois de ser relacionado na súmula, mas antes do pontapé inicial, pode ser substituído por um dos reservas relacionados, e o time mantém todas as suas substituições, mas esse reserva não pode depois ser substituído. Um jogador expulso depois do pontapé inicial não pode ser substituído, nem um reserva relacionado que seja expulso a qualquer momento.
Um time pode trocar de goleiro?
Qualquer jogador pode trocar de posição com o goleiro, desde que o árbitro seja avisado antes e a troca seja feita durante uma paralisação. Se trocarem sem permissão, o jogo segue e os dois são advertidos com cartão amarelo quando a bola sair de jogo, a não ser que a troca tenha sido feita no intervalo ou antes da prorrogação ou dos pênaltis.
Em números
Nas sete primeiras rodadas da Premier League, num total de 70 partidas, os times fizeram 618 substituições, 4,41 por time por partida. Em 83 das 140 atuações de times, as cinco foram usadas; seis vezes um time usou só duas. Duas vezes um time fez seis, o que na Premier League só é possível com uma substituição por concussão ou um substituto adicional: o Leeds contra o Newcastle e o Hull City na casa do Chelsea, em 12 de setembro. Os reservas marcaram 27 dos 203 gols.
As partidas e escalações da Premier League estão na página da Premier League, e as europeias, na da Champions League.
Fontes: IFAB, Regras do Jogo 2026/27, Regra 3, IFAB, protocolo de substituições permanentes adicionais por concussão, IFAB, protocolo de substituição com limite de tempo, IFAB, mudanças nas regras 2026/27, a IFAB sobre as cinco substituições permanentes, junho de 2022, regulamento da Champions League da UEFA 2026/27, artigo 55, artigo 56, regulamento da Premier League 2026/27, manual de orientação da competição da Premier League e da Pro Ref 2026/27, AFP sobre Leeds x Newcastle, via Kuwait Times.
Escrito a partir dos dados de partidas do ScoreTable com a ajuda de um modelo de IA e conferido com os resultados que descreve. Viu algo errado? Fale com a gente.